terça-feira, 4 de novembro de 2014

Sujeito Oculto Social

É impressionante o desvio comportamental inconsciente (ou talvez consciente) sobre o entendimento de felicidade, ética, legalidade, bem ou mal diante  das facilidades expostas no mundo das comunidades virtuais.
Tente navegar por quaisquer ambientes onde pessoas interajam virtualmente e analise os comportamentos - ora politicamente corretos e complacentes, ora cheios de ira e arrogância. Perceba a quantidade em que frases com sujeito oculto são pronunciadas... “Precisamos lutar...”, “Tem-se que investir...”, “Vamos conceder...”, ao final fica-se a pergunta : - QUEM ?

Quem vai lutar? Investir? Conceder? Julgar?


Somos uma sociedade onde o agente ativo é o sujeito oculto, onde as responsabilidades apontadas referem-se a outrem do que o “orador” ativo na interlocução. Grandes críticas e nenhuma atividade real, ou ações participativas que atuem na mudança. Isto caracteriza um comportamento puramente “incendiário” social nacionalmente. Na verdade a palavra é usada com isqueiro moral e segue-se com apoio de centenas de insufladores protegidos pela parede virtual, confortavelmente existente na frente de um computador.

Até aonde cada um de nós efetivamente fez algo para mudar o rumo social? Principalmente a geração, covardemente criada durante os mais de 20 anos ditatoriais ? Uma geração que nunca exercitou democraticamente reivindicar, protestar, contestar. Uma geração tecnicamente do medo.

A geração crescida na “linha-dura”, não aprendeu a forma civilizada de reivindicar e exigir seus direitos sabendo o que é um modo democrático e nem mesmo souberam transmitir aos descendentes (não se transmite o que não se sabe), portanto, somos inábeis em identificar responsabilidades ou mesmo cobra-las de forma efetiva, seja de autoridades ou de  ”semelhantes. Ficamos todos como aves vigiadas por raposas, raposas estas que se fizeram dentro de uma imagem vitimada de um período ditatorial, ditadores que também não aprenderam a governar, respeitar e achar o sujeito direto ou indireto das ações necessárias, e assim sendo estamos todos reféns de um sujeito oculto social.


Precisa-se entender... e agir.

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